Um BLOG PARA CHAMAR DE MEU

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hoje a noite não tem luar


É assim hoje e eu só posso esperar que passe.


sábado, 17 de abril de 2010

Lugar para pegar






Por que ter vergonha daquilo que se tem de sobra?




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sobrevivi para contar por Immaculée Ilibagiza

Estou devorando a história de Immaculée Ilibagiza (Ilibagiza, em kinyarwanda, língua nativa de Ruanda, significa "bela e brilhante de corpo e alma").


Ela perdeu praticamente toda sua família no genocídio de 1994 em Ruanda, devido a uma estúpida rivalidade entre Tútsis e Hútus.


Mais de 1 milhão de ruandeses foram exterminados porém Immaculée sobreviveu ao massacre dentro de um banheiro de 1,20m x 1,00m com mais 7 mulheres. Na época ela não tinha mais do que 22 anos.





Di e Tai – a história virtual de um amor real

Esta é a história de Edivaldo e Tailana. Uma história comum com pessoas incomuns.
Tailana, uma jovem interiorana de um estado sulista do Brasil. Estado este que temos a impressão de ter pessoas com sentimentos pouco amistosos com “gente de fora”.
Mas Tailana é diferente, é filha de um importante Pai, comerciante por obrigação, aventureira por opção. Doce, sábia, de boa conversa e fome de leão.
É conhecida pela classe amiga como Tai.
Falemos agora de Edivaldo, ou simplesmente Di. Rapaz ideológico por natureza, profissional de múltiplas tarefas e companheiro de todos e todas (as horas), um fofo.
A história começou com uma idéia maluca de um publicitário gente boa, Juca Medes, a idéia era juntar 30 pessoas para escrever num jornal diferente, pessoas que não se conhecem mas que tem intimidade com a escrita, pessoas de variadas profissões e lugares do mundo. E adivinha, os dois entraram na brincadeira, cada um no seu dia, ela primeiro, depois ele.
Após a fase difícil de jardineiro de cimentado, Di começou a trabalhar com empréstimo de cultura útil/inútil, sua vida melhorou muito já que a cultura útil ninguém pegava e ele a absorvia. Começou a se envolver com uma menina tão gente boa quanto esquizofrênica. Tomava seus drinks pelas esquinas da vida com seus amigos de longa data.
Mas aquilo que era apenas uma amizade de trabalho começou a se tornar algo interessante demais para ficar como estava. E-mails vieram e foram, msn´s sem fim...
Di largou mão de tudo que estava ao seu redor para tentar se entregar a esse sentimento estranho que surgia, largou a garota esquizofrênica (não pela guria mas para ter melhor qualidade de vida), deixou de tomar todas e só tomava metade, passou a usar camiseta com gola.
Marcaram um encontro. Ele ansioso por ver a guria. Ela ansiosa para conhecer aquela cabecinha mais de perto. Tão cheios de idéias, tão cheios de planos, tão sonhadores... Encontro marcado, data agendada, passagens na mão e... Deu tudo errado.
Choveu muito na cidade dela e muitas pessoas se afogaram. Ela se afogou em lágimas. Ele se afogou num copo de conhaque sem licor de cacau.
Os meses se passaram,a té o ano passou e virou outro e, neste momento, eles se falaram pela primeira vez. Ela conheceu a voz sexy dele. Ele percebeu que ela não tinha nada de sotaque sulista e o amor só aumentou.
Dias foram, semanas se passaram e o Carnaval veio alegrar aqueles que não são católicos. E para alegria dos católicos também a guria chegou à terra da garoa.
Fofa, charmosa, cheia de vida e de fome... Eles se conheceram por dentro e por fora, de frente e de trás, de cima a baixo.
A irmã de Di, Levíssima, veio do meio da nata da sociedade para conhecer a guria, trouxe seu namorado Carionês (ou Japiroca) junto, assim nós, que nada temos a ver com a história também o conhecemos. Gente boa, alternativa, vive em um mundo de cidade grande e Cult, diferente da nossa realidade de vida simples e Cinemark.
Enfim, a guria gostou tanto que voltou antes mesmo de ter ido.
Di, com a felicidade que lhe é peculiar, transbordou para fora do copo, perdeu suas ideologias, perdeu a razão, perdeu sua poupança. Viveu de amor, apenas amor e nada mais.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Festa da Pizza

Sábado, jogo de futebol a muito tempo agendado e desejado. Demora, espera, ansiedade.
Chegou tarde mas tudo bem, pé na estrada, quero ver o mar, quero sentir o cheiro da maresia, quero ficar com você.
Na estrada muito sono, sem tempo para almoçar, comeremos lá mesmo, vamos logo que a estrada é curta e nosso momento juntos está perto.
Chegamos, lugar em ordem, vamos almoçar algo. Comprei coisas para fazer pizza frita, é o que teremos para o almoço.
Fizemos, comemos, descansamos. Dormir juntos, abraçados, vira para o lado e ronca.
Acordar, ver a novela, olhar o luar. Vamos tomar uma que já está na hora.
Uma Malzebier, uma Heineken, outra e outra. Pede fritas para enganar. Escuta a música, canta com o cantor, bater palmas.
Conversas deliciosas sobre tudo e sobre todos.
O show acaba, indicando que já está na hora de ir embora. É chegar, dormir e se preparar para o domingo. Será que vai dar praia?
Blanquet de peru, peperoni, mussarela, requeijão, provolone. Começamos o dia com mais pizza frita.
Tempo meio frio, meio quente. Nada definido. Vamos passear pelas cidades litorâneas – Mongaguá , São Vicente, Praia Grande, Santos.
Semifinal de algum campeonato, Santos 3 x 2 São Paulo. Valeu pela cerveja, pelo bom atendimento, pela conversa da mesa ao lado, pelas nossas conversas.
De volta ao lar, prato principal pizza para variar. “Se beber não case “ para distrair. “O desinformante” para dormir.
Segunda-feira, podemos aproveitar até o último minuto, vamos comer pizza então para carregar as energias e iniciar a caminhada até o centro.
Shortinho colocado, tênis amarrado, óculos escuro e pé na calçada! Caminhada gostosa, como é boa sua companhia. Água de coco gelada, a minha azeda e a sua docinha. Piadas sobre o mar e as pessoas.
Palco alto demais para os seus medos. Eu brinco na beirada, olho para baixo, penduro minhas pernas mas te dou a mão para descer as escadas de degraus vazados.
Passeando de mãos dadas pelo centro da cidade decidimos voltar. Pegamos o ônibus que não chega até lá . Fazemos o restante do caminho a pé, jogando frisbie pelo calçadão, de repente uma idéia maluca soprada pelo vento – correr até o apartamento.
Incentivos de todos, manha por minha parte. Moleza pela parte dele. Corri e parei por diversas vezes, perdi o fôlego, andei.
Chegamos! Eu morta, ele falante e com piadinhas infames para o meu lado. Ok, Ok, sou mole!
Conversa durante o banho, dessa vez revezando a água do chuveiro. Não canso de repetir como é bom estar com você.
Jean Charles no DVD, a gente acompanhando a história comum de um rapaz comum que tomou uns tiros pelas costas lá na terra da rainha.
Filme terminado, apartamento limpo, pé na estrada que é h ora de voltar para a realidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

(Victor Hugo)