Ela é casada e tem um filho.
Pela manhã o deixa na creche e ruma para seu trabalho no centro de São Paulo.
Trânsito sempre congestionado. Nos dias de chuva a cidade sofre e ela chora. Chora sua vidinha mais ou menos.
Não pode nem cantar para espantar seus males pois o guarda a multa achando que ela está no celular - viva-voz!
Se fica no silêncio é invadida por milhares de pensamentos sofridos, pensamentos da sua vida corrida e complicada que vai do trabalho corrido, estressante e bem remunerado ao inferno gelado da sua vida conjugal.
Com o trabalho que adora não tem tempo de pensar nas contas que ela tem que pagar, no carro que precisa de manutenção (não é a melhor motorista do mundo), no filho que precisa de cuidados pela pouca idade e pela falta que sente dos pais.
No caminho de volta o relógio marca 20h30, pensa no filho que já é obrigado desde cedo a viver um dia corrido, acordando cedo, dormindo tarde, sem pais presentes, sem uma educação linear.
A criança fica a manhã toda na escolinha, vai para a casa da avó depois do almoço, brinca sozinho porque não tem crianças por perto, as vezes sofre calado de saudades.
Por volta das 21h ela chega na casa da mãe, brinca um pouco com o filho e finge se interessar pela vida acadêmica dele, finge se interessar pelo dia e pelos problemas da mãe, aproveita e tem um "arranca-rabo" com o pai para não perder o costume.
Ela pensa na sua casa e se entristece, já não tem mais prazer em estar lá, quase não tem mais certeza de que lá é seu lar.
Ela chega com o filho já adormecido em seus braços. Ela dorme no sofá assistindo à um filme qualquer, estão sozinhos.
Ela acorda assustada:
-Cadê ele?
Levanta num salto e sente a fisgada na coluna, corre para o quarto e o encontra esparramado na bela cama de casal que ela comprou, com seus lençois limpos e seu cobertor quentinho. Está com os pés gelados.
Olha o relógio, quase 6h30, já está na hora de se levantar mesmo!
Pensativa olha mais uma vez para o marido e não consegue sentir raiva... mágoa... nem amor... Já não sente nada.
O dia começa de novo chuvoso mas, desta vez, ela não chora.
Sorriso aberto, trânsito intenso e um só pensamento: "a viagem".
Um BLOG PARA CHAMAR DE MEU
sábado, 27 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Carreira interrompida
Eu sou uma contorcionista frustada.
Voltando do pilates a pé com minha lentidão cheia de devaneios imaginei que seria uma excelente contorcionista se:
- Não tivesse canelas grossas por natureza;
- Alguém tivesse notado este meu dom na tenra infância;
- Não tivesse sido expulsa do balé aos 5 anos por conversar demais e atrapalhar a aula;
- Eu tivesse conhecido um circo antes dos 27 anos!
Conclusão:
Uma carreira interrompida a duras penas!
Voltando do pilates a pé com minha lentidão cheia de devaneios imaginei que seria uma excelente contorcionista se:
- Não tivesse canelas grossas por natureza;
- Alguém tivesse notado este meu dom na tenra infância;
- Não tivesse sido expulsa do balé aos 5 anos por conversar demais e atrapalhar a aula;
- Eu tivesse conhecido um circo antes dos 27 anos!
Conclusão:
Uma carreira interrompida a duras penas!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Narizes
Eu tenho nariz de batata mas não batatão!
Eu tenho nariz de batatinha de casamento, incluindo a oleosidade mas dispensando a salsinha!
Com os anos aprendi a gostar de nariz grande, agora acho que nariz grande dá um certo charme e personalidade à pessoa.
Não pode ser nariz de bobão porque tem bobão que tem nariz grande e daí não dá charme dá esquisitice.
Nariz pequeno dá delicadeza ao rosto e só algumas pessoas merecem tê-lo pois são pessoas delicadas consigo e com os outros.
Nariz médio serve para quase todo mundo daí cada um terá suas peculiaridades - arrebitado, bolinha, largo na base, caído...
O importante é ter nariz para farejar coisas boas e metê-lo onde não se é chamado!
Eu tenho nariz de batatinha de casamento, incluindo a oleosidade mas dispensando a salsinha!
Com os anos aprendi a gostar de nariz grande, agora acho que nariz grande dá um certo charme e personalidade à pessoa.
Não pode ser nariz de bobão porque tem bobão que tem nariz grande e daí não dá charme dá esquisitice.
Nariz pequeno dá delicadeza ao rosto e só algumas pessoas merecem tê-lo pois são pessoas delicadas consigo e com os outros.
Nariz médio serve para quase todo mundo daí cada um terá suas peculiaridades - arrebitado, bolinha, largo na base, caído...
O importante é ter nariz para farejar coisas boas e metê-lo onde não se é chamado!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Perdas e Ganhos
Recebi uma mensagem da Ana e, como sempre sou dispersa, prestei atenção só no final e tudo fez sentido...
[...]
"Se nos momentos de raiva você conseguir lembrar que os sentimentos positivos continuam presentes dentro de você e da outra pessoa, saberá que é possível abrir o caminho para eles, de modo que o que há de melhor em vocês volte a se manifestar".
Daí pensei:
"Ando perdendo muito (brigas, discussões, bate-bocas) mas com isso ando ganhando mais!"
Trilha sonora de novo deles...
Sei, que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós
Você supõe o céu
Sei, que o vento que entortou a flor
Passou também por nosso lar
E foi você quem desviou
(Marcelo Camelo)
!
[...]
"Se nos momentos de raiva você conseguir lembrar que os sentimentos positivos continuam presentes dentro de você e da outra pessoa, saberá que é possível abrir o caminho para eles, de modo que o que há de melhor em vocês volte a se manifestar".
Daí pensei:
"Ando perdendo muito (brigas, discussões, bate-bocas) mas com isso ando ganhando mais!"
Trilha sonora de novo deles...
Sei, que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós
Você supõe o céu
Sei, que o vento que entortou a flor
Passou também por nosso lar
E foi você quem desviou
(Marcelo Camelo)
!
terça-feira, 23 de março de 2010
Partida perdida
Sabe aquela partida de qualquer coisa ou aquela discussão que você entra sabendo (ou não se importando) que vai perder?
Pois é...
"Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor"
Pois é...
"Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor"
sexta-feira, 12 de março de 2010
Burning
Eles tocaram 29 no momento em que eu fazia 29 anos.
Eles fazem um mega show para os amigos.
Eles são extraordinários como amigos e pessoas.
Uns não comem carne outros a devoram.
E é pela diversidade de comportamento e unanimidade de caráter que eu os amo!
Eles fazem um mega show para os amigos.
Eles são extraordinários como amigos e pessoas.
Uns não comem carne outros a devoram.
E é pela diversidade de comportamento e unanimidade de caráter que eu os amo!
quarta-feira, 10 de março de 2010
Dias que passam
Olho pela janela.
Sol, nuvens, dia lindo e caloroso.
Carros descem, carros sobem.
Pessoas se abanam e olham para o céu.
- Será que chove hoje?
Crianças correm sem camisa.
-Olha o carro menino.
Grades cercam quase todas as casas.
Eu aqui dentro, só olhando.
Toda casa tem portão fechado.
As crianças gritam e suam.
Vou para dentro da casa ou para dentro de mim.
Não sei.
Olho em volta e tudo é familiar.
A saudade também é familiar.
Anteontem e o ontem não é hoje.
Amanhã também não é hoje.
Cadê você?
Sol, nuvens, dia lindo e caloroso.
Carros descem, carros sobem.
Pessoas se abanam e olham para o céu.
- Será que chove hoje?
Crianças correm sem camisa.
-Olha o carro menino.
Grades cercam quase todas as casas.
Eu aqui dentro, só olhando.
Toda casa tem portão fechado.
As crianças gritam e suam.
Vou para dentro da casa ou para dentro de mim.
Não sei.
Olho em volta e tudo é familiar.
A saudade também é familiar.
Anteontem e o ontem não é hoje.
Amanhã também não é hoje.
Cadê você?
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